Morre Alice Ribeiro, repórter da Band, em Belo Horizonte

O jornalismo brasileiro está de luto. Foi confirmada na noite de ontem (16) a morte da repórter Alice Ribeiro, de 35 anos, uma das vítimas de um trágico acidente automobilístico envolvendo um carro de reportagem da Band Minas Gerais. O repórter cinematográfico Rodrigo Lapa, que também estava no veículo, morreu no local da colisão. A notícia causou profunda consternação entre os colegas do Grupo Bandeirantes de Comunicação em todo o país.

O acidente ocorreu em uma rodovia de Minas Gerais, em um choque frontal que vitimou fatalmente Rodrigo Lapa no momento da batida. Seu corpo foi sepultado na tarde de ontem, em Belo Horizonte, em uma despedida que reuniu familiares e amigos. Alice Ribeiro chegou a ser socorrida com vida e foi internada em estado grave, mas não resistiu aos ferimentos e teve sua morte confirmada na noite de quinta-feira.

Saiba quem era Alice Ribeiro

Alice Maria Ribeiro dos Santos estava na Band Minas desde agosto de 2024 e teve uma passagem marcante pela Band em Brasília, onde atuou como repórter e apresentadora. A tragédia ganha contornos ainda mais dolorosos por sua história pessoal. A jornalista deixa um filho pequeno, Pedro, a quem chamava carinhosamente de “astronauta” – uma referência ao capacete que o bebê precisou usar por algumas semanas para a correta formação do crânio. Alice estava nos preparativos para a festa de um ano do filho.

Durante a programação da Rádio Bandeirantes, colegas expressaram sua tristeza e prestaram homenagens. O jornalista Pedro Campos lembrou-se da personalidade da colega, com quem teve contato quando ela atuava em Brasília. “Eu a conheci quando ela estava na Band Brasília. Ela é muito simpática, muito comunicativa, muito alegre, uma pessoa que realmente vai fazer muita falta”, recordou. A morte precoce, com uma vida inteira pela frente e um filho pequeno para criar, foi um ponto de grande comoção.

O comentarista Cláudio Humberto, que também trabalhou com a repórter na capital federal, descreveu a perda como “absolutamente dolorosa”. “Eram colegas estupendos, profissionais irrepreensíveis. A Alice, como o Pedro descreveu muito bem, era uma pessoa alegre, agradável, era uma grande companheira de trabalho, tanto quanto o nosso colega que faleceu nesse acidente”, afirmou.

Ele finalizou sua fala direcionando seus pensamentos às famílias e, em especial, ao “astronauta, que perdeu a mãe tão novinho”. A perda dos dois profissionais representa um dia difícil e uma lacuna no jornalismo mineiro e nacional.

 

 

 

 

 

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